terça-feira, 14 de abril de 2009

Quebrar paredes

Nos cerca,é formada por nós,por nosso meio e a forma que interagimos com nossos espaços.A cultura urbana se faz presente no nosso cotidiano e esta presente em tudo que vê e toca,suas vertentes, complementos e suas contantes intervensões,elas no audiovisual,na arte,na dança,no esporte,não param de crescer e predominar na cultura de nossa sociedade.Praticas urbanisticas e manifestações culturais,procuram valorizar, celebrar e ocupar o espaço publico,e é o publico a cultura urbana.Inventar e intervir no urbano,sem ao menos precisar de lógica,sentidos,ou propositos nao maiores do que causar reações.Nos anestesiamos ao passar pelo mesmo tunel duas,ou tres vezes ao dia,e muitas vezes não uma ilustração,grafite,um skatista, ou um musico free style,entretem,acrescentam e ativam a dinâmica ,diversidade e propõe reestruturacoes e redesenvolvimento de nossas cidades.Causar impacto,quebrar o convencional e o cotidiano de uma sociedade automatica. Nossas ruas são museus de arte,possuem linguagens e vida própria,molda-se de carater critico,interativo e impulsiona a contestação,ou qualquer outra reação.A cultura urbana espalhada por nosso meio,reflete e abre um campo imenso,sejam nas ruas,intervensoes,propostas comtemporaneas e a quebra do linear.Cada vez mais a arte e a critica se misturam de forma inteligente e sem paredes restringindo o conhecimento,ou apenas sendo ditadas por meios de comunicação de massa como se viesse de cima e não de nós mesmos,o reflexo de nossa cultura.

domingo, 28 de setembro de 2008

The tape man.















É o tipo de arte urbana que faz qualquer um parar e prestar atenção.

Indo para o trabalho, ou voltando para casa, milhares de pessoas têm seu dia temperado com as obras inusitadas de Mark Jenkins.
Mark Jenkins é um americano conhecido por montar instalações em ruas de todo o mundo usando fita adesiva,ele vem dando rumos novos ao conceito de intervensão urbana,e agora junto-se ao Greenpeace,na luta contra o aquecimento global atraves de sua arte.
Ele faz instalações na rua usando esculturas de fita adesiva,aquela mesma que usamos para fechar caixas de papelão em mudanças, é mais que muito bem utilizada pelo criativo Mark.


A campanha está a decorrer nas ruas da capital norte-americana, Washington D.C. Quatro estátuas, espalhadas em diferentes pontos da cidade e com diferentes mensagens, usam cabeças de urso polar em figuras humanas, para tentar, em conjunto com as mensagens, despertar mais pessoas para os problemas que estes animais enfrentam.


Ele que já foi tópico de artigos dos maiores jornais e revistas do planeta e teve seus trabalhos expostos em galerias nos Estados Unidos, Europa ,e inclusive aqui no Brasil,marcando presença com exposiçoes no Rio de Janeiro e Sao Paulo,Mark dizque sua arte pertence a todos e pode ser feita por qualquer um e mantém o site Tape Sculpture com um tutorial de como criar esculturas em fita e também ensina seu processo de criação em workshops pelo mundo todo.
Originalidade com diversas esculturas envolvendo manequins muito bem vestidos em situações malucas e esculturas de fita adesiva espalhadas pelas cidades onde passa,atitudes como a de Mark, mostram que nem sempre fazendo sentido,é a forma que conseguimos causar algo,ou apenas intervir no cotidiano automatico de nossa sociedade.








http://www.markjenkins.net/
http://www.xmarkjenkinsx.com/outside.html



Quebra de concreto.






Interferências refletem rupturas do cotidiano urbano e com os espaços cinza que o concreto proporciona. Tudo isso provocado pela busca de uma nova situação, pela supressão dos padrões de medidas e da introdução de estruturas descontínuas e relações sem hierarquia. Enfim, liberdade, como
Pegarmos
O vazio e tentamos colori-lo. Todos aqueles espaços mortos, que geralmente passam despercebidos, começam a ser ressuscitados.

. Tudo que acontece no meio urbano é uma intervenção. Desde o cara que vende bombons até aquele outdoor que vende refrigerante. O que diferencia o nosso trabalho dos demais é o caráter sumariamente estético, conceitua.

Provocar tensões entre as diversas operações urbanas (respeitando evidentemente a unicidade e a dinâmica de cada uma delas), amplificar seu significado e impacto urbano, cultural e social, intensificando a percepção (crítica inclusive), por parte do cidadão comum, destes processos, é a intenção da intervenção urbana.

Se você põe um cartaz em um orelhão, ou pinta um canto de parede qualquer, a pessoa não precisa saber de início o que aquilo é. O interventor dá a cor, o significado parte da subjetividade de cada um.


Quando um artista, conscientemente, altera o meio urbano, ele constrói o novo. A partir daí, aos olhos da população que desconhece a existência do artista, a obra parece ter parado ali por acaso, diz o também designer e interventor.

Indo,intervindo e vendo.





Estão presentes em muros e fachadas de prédios abandonados, nos passeios públicos, nos postes... E são cada vez mais anúncios procurando chamar a atenção de quem quer que seja, mas não são pinturas partidárias, convidando para integrar um grupo ou fazerem se conhecer pessoas com pontos de vista em comum: como raramente são autografadas, essas amostras de intervenção urbana mostram que, para determinado grupo de pessoas, é necessário fazer-se ouvido, lido, comentado. Conhecido, não. Basta que a discussão atinja a opinião pública, que mexa com o pensamento de uma pessoa só para o objetivo ter sido completado.


As intervenções urbanas podem ser feitas de várias formas. A mais comum, por estas bandas, é o stencils. A tendência das pinturas é a fala politizada equem passa pela pintura, de carro ou de ônibus, buscará informações a respeito ou o texto já faz parte da paisagem cotidiana,Não dá para se saber se o “anúncio” é instigante ou não, ou quantas pessoas foram buscar informações sobre tal conflito, para justificar ou negar a afirmação do muro.
Mas a informação está lá, pronta para ser refutada. Alguém se habilita?

Reflexos do sem sentido.







Podemos observar é que, atualmente nas artes visuais, a linguagem da intervenção urbana precipita-se num espaço ampliado de reflexão para o pensamento contemporâneo. Importante para o livre crescimento das artes, a linguagem das intervenções instala-se como instrumento crítico e investigativo para elaboração de valores e identidades das sociedades. Aparece como uma alternativa aos circuitos oficiais, capaz de proporcionar o acesso direto e de promover um corpo-a-corpo da obra de arte com o público, independente de mercados consumidores ou de complexas e burocratizantes instituições culturais, prezando sempre, pela liberdade de expressão.

Não há como inspirar grandes criações sem ter um alto grau de abstração e criatividade na análise de pesquisas, dados de mercado, atitudes e comportamentos do consumidor. A dinâmica do da intervenção urbana, vem cada vez mais se Envolvendo
E tomando parte bastante significativa no mercado, e na mídia em geral.
Podendo ser dedutiva ou não, cada vez mais causa polemica e abre espaço a todos, acessível, e eficaz, no plano de informações de forma analítica e intuitiva, buscando sempre desvendar o enigma que há por trás dos dados que conduzem a um caminho irritantemente óbvio em nossos cotidianos.
“Para todos os problemas existe sempre uma solução, clara, simples e errada, e porque não dar inicio a uma mudança na rua, e feita por todos.

E hoje, nos damos de frente, às vezes ate sem perceber, com insights politizados ou que apenas nos fazer parar e refletir,Com sentido ou sem. e vez por vez, é que os artistas não querem que suas obras sejam resenhadas e que seus nomes sejam conectados a elas diretamente. Pelo menos quando falamos de arte contemporânea trabalhada na forma de intervenções urbanas.

Caos continuos cotidianos.





Intervenção Urbana é o termo utilizado para designar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais das grandes metrópoles. No início, um movimento underground que foi ganhando forma com o decorrer dos tempos e se estruturando. Mais do que marcos espaciais, a intervenção urbana estabelece marcas de corte. Particulariza lugares e, por decupagem, recria paisagens. Existem intervenções urbanas de vários portes, indo desde pequenas inserções através de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas realizadas em espaço público.


O que hoje chamamos de intervenção urbana evolve um pouco da intensa energia comunitária que floresceu nos anos de chumbo. Os trabalhos dos artistas contemporâneos, porém, buscam uma religação afetiva com os espaços degradados ou abandonados da cidade, com o que foi expulso ou esquecido na afirmação dos novos centros. Por meio do uso de práticas que se confundem com as da sinalização urbana, da publicidade popular, dos movimentos de massa ou das tarefas cotidianas, esses artistas pretendem abrir na paisagem pequenas trilhas que permitam escoar e dissolver o insuportável peso de um presente cada vez mais opaco e complexo.

Parecia há algum tempo atrás coisa de gringo, mas se repararmos bem a nossa volta, podemos encontrar stencils, e outros tipos de intervenções urbanas nas ruas, nesse tipo de arte é o bom humor aliado ao meio urbano, tão sério e descontraído e inusitado.